Para mim “Os fins não justificam os meios”
No mundo em que vivemos tudo é dinâmico e versátil. O que é proibido hoje pode não o ser amanhã.
Segundo a lógica da dialética, na Teoria do Estado: “todas as coisas e idéias morrem”. Acredito que elas perdem o sentido de ser.
Houve épocas em que se matavam pessoas, devido o seu pensamento não comungar, com o pensamento do clero. A “Santa Inquisição” acabou com o sonho de milhares e milhares de pessoas. Este crime em nome de DEUS perdura impune até os nossos dias, com poucas retratações, como resposta.
Mais recentemente surgiu o famigerado “Hitler” dizimando milhões de pessoas no denominado Holocausto, com o pensamento de purificar a raça “ariana”.
Por um motivo ou outro o extremismo, sempre levou o homem ao absurdo.
Já nos nossos dias, grupos de comunistas brasileiros, se organizaram com armas, com o intuito de derrubar a ditadura militar de 64. Em nome disto praticaram crimes bárbaros como: seqüestros de pessoas inocentes, assaltos a bancos e a residências, emboscadas etc. Porem, o problema só foi resolvido com o envelhecimento do sistema e o diálogo. Àquelas barbáries a nada serviram. Em direito se aprende que: não se combate o crime com outro crime. Por este motivo, tenho a opinião, que, da mesma forma que foram punidos os carrascos da ditadura, deve ser punido os excessos da guerrilha, pois ambos praticaram crimes. Do contrário os (hoje) bandidos que comandam as favelas ou guetos das grandes metrópoles, poderão em tempo futuro, alegar a sua luta, pela igualdade social, por exemplo, não serem punidos e desfilarem de vítimas por ai, quiçá até serem candidatos a Presidência da Republica.
Sou céptico quanto ao Comunismo. Acredito no socialismo democrático. Porém, os meios para alcançá-lo, devem ser exclusivamente o diálogo e jamais a força. A violência gera violência. O poder não pode ser sinônimo de força.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
LOUCURA.
LOUCURA
A loucura é próxima da sabedoria.
O que é muito sábio,
pode ser quase louco.
É preciso equilíbrio
para andar entre:
a loucura e a sabedoria.
Sábio é aquele que diz,
o que os outros, não querem dizer.
Ou não sabe, como dizer.
O sábio arrisca-se flutuando,
entre a sabedoria e a loucura
narrando, para a história,
peripécias daquele extremo.
Comparando o mau maior,
com o bem supremo.
Falando de coisas, que só a ele são claras.
Mostrando para o mundo,
talvez, as suas falhas.
Adorando a beleza,
sorrindo a feiura,
na sua sabedoria,
prestes a virar loucura.
A loucura é próxima da sabedoria.
O que é muito sábio,
pode ser quase louco.
É preciso equilíbrio
para andar entre:
a loucura e a sabedoria.
Sábio é aquele que diz,
o que os outros, não querem dizer.
Ou não sabe, como dizer.
O sábio arrisca-se flutuando,
entre a sabedoria e a loucura
narrando, para a história,
peripécias daquele extremo.
Comparando o mau maior,
com o bem supremo.
Falando de coisas, que só a ele são claras.
Mostrando para o mundo,
talvez, as suas falhas.
Adorando a beleza,
sorrindo a feiura,
na sua sabedoria,
prestes a virar loucura.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
DEPRESSÃO
DEPRESSÃO
Escondi-me, dentro de mim,
para não encontrar-me.
Eu não me vi.
Falei,
e não me ouvi.
Meu coração, parou
para não se denunciar.
Vi a todos me procurando
na esperança de me encontrar.
Eu estava ali.
Naquela escuridão.
Dentro de mim,
Só...
Em meio a multidão.
Escondi-me, dentro de mim,
para não encontrar-me.
Eu não me vi.
Falei,
e não me ouvi.
Meu coração, parou
para não se denunciar.
Vi a todos me procurando
na esperança de me encontrar.
Eu estava ali.
Naquela escuridão.
Dentro de mim,
Só...
Em meio a multidão.
SAUDADE
SAUDADE
Saudade...
Este sentimento mudo
que percorre o meu corpo
como um maremoto.
Sentimento que abafa o meu soluço,
penetrando nas entranhas,
do meu coração.
Sentimento, que me faz sorrir
quando da minha tristeza,
e chorar ao sentir compaixão.
Saudade...
Viagem no tempo
De lembranças vagas,
que o coração revela
e faz adormecer o cérebro
para nos perder no passado,
embebidos em nepentes,
da imaginação.
Sentir saudades,
é pensar com o coração.
Saudade...
Este sentimento mudo
que percorre o meu corpo
como um maremoto.
Sentimento que abafa o meu soluço,
penetrando nas entranhas,
do meu coração.
Sentimento, que me faz sorrir
quando da minha tristeza,
e chorar ao sentir compaixão.
Saudade...
Viagem no tempo
De lembranças vagas,
que o coração revela
e faz adormecer o cérebro
para nos perder no passado,
embebidos em nepentes,
da imaginação.
Sentir saudades,
é pensar com o coração.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
LITERATURA DE CORDEL
CORDEL DO FORRÓ
SIRIEMA PIOU NA ESTRADA
CAVALEIRO RODOU NO ARREIO.
A MENINA QUE EU TAVA DE OLHO
NÃO ME QUER ME BOTOU NO ESCANTEIO
SANFONEIRO SEGURA ESTE FOLE
QUE A POEIRA JÁ VAI LEVANTAR
A FIGURA QUE DANÇA COMIGO
ESTA DOIDA PRA ME NAMORAR
ZABUMBEIRO SEGURA O COMPASSO
E NÃO DEIXA A PETECA CAIR
QUERO VER GIRIPOCA PIANDO
ADRIANOS NO ESPAÇO EXPLODIR
CAPANGUEIRO ME COMPRA ESTA PEDRA
MAS, EU QUERO O DINHEIRO AGORA
SE ESTA MOÇA ME PASSAR A TABOCA
DESTA TERRA EU JÁ VOU EMBORA.
SE FOR VENTO NÃO É TEMPESTADE
SE TROVÃO, NÃO É CHUVA NEM NADA
SE A MOÇA É BONITA EU DENGO
SE É FEIA EU LARGO NA ESTRADA.
PINGA BOA NÃO QUEIMA A GARGANTA
CAPOEIRA NÃO É CERRADÃO
EU JÁTIVE AMORES NA VIDA
MAS, NÃO TENHO NENHUMA PAIXÃO.
A MENINA QUE TENHO NOS OLHOS
MINHA MÃE QUE ME PRESENTIOU
É POR ISTO QUE EU AMO A MENINA
QUE DURANTE UMA VIDA ME AMOU
E AMANDO EU VOU PELA VIDA
SANFONEIRO SEGURA O FORRÓ
QUE A MENINA ME OLHA E ME DENGA
E EU NÃO DOU NEM UM PONTO SEM NO.
SIRIEMA PIOU NA ESTRADA
CAVALEIRO RODOU NO ARREIO.
A MENINA QUE EU TAVA DE OLHO
NÃO ME QUER ME BOTOU NO ESCANTEIO
SANFONEIRO SEGURA ESTE FOLE
QUE A POEIRA JÁ VAI LEVANTAR
A FIGURA QUE DANÇA COMIGO
ESTA DOIDA PRA ME NAMORAR
ZABUMBEIRO SEGURA O COMPASSO
E NÃO DEIXA A PETECA CAIR
QUERO VER GIRIPOCA PIANDO
ADRIANOS NO ESPAÇO EXPLODIR
CAPANGUEIRO ME COMPRA ESTA PEDRA
MAS, EU QUERO O DINHEIRO AGORA
SE ESTA MOÇA ME PASSAR A TABOCA
DESTA TERRA EU JÁ VOU EMBORA.
SE FOR VENTO NÃO É TEMPESTADE
SE TROVÃO, NÃO É CHUVA NEM NADA
SE A MOÇA É BONITA EU DENGO
SE É FEIA EU LARGO NA ESTRADA.
PINGA BOA NÃO QUEIMA A GARGANTA
CAPOEIRA NÃO É CERRADÃO
EU JÁTIVE AMORES NA VIDA
MAS, NÃO TENHO NENHUMA PAIXÃO.
A MENINA QUE TENHO NOS OLHOS
MINHA MÃE QUE ME PRESENTIOU
É POR ISTO QUE EU AMO A MENINA
QUE DURANTE UMA VIDA ME AMOU
E AMANDO EU VOU PELA VIDA
SANFONEIRO SEGURA O FORRÓ
QUE A MENINA ME OLHA E ME DENGA
E EU NÃO DOU NEM UM PONTO SEM NO.
OS ÓRFÃOS DO ARTIGO 6º
OS ÓRFÃOS DO ARTIGO 6º
O homem é um ser gregário. Desde os primórdios da humanidade, ele vem se adaptando e se aperfeiçoando, na busca de uma sociedade perfeita.
A facilidade, das comunicações e a tecnologia implementada no decorrer do Século XX, desestabilizaram a forma de segurança que sempre havia sido administrada na sociedade de forma geral, gerando um aumento brusco da criminalidade em todos os níveis no mundo. Muito tem se discutido a esse respeito em seminários, congressos etc., porém, não se tem chegado a um consenso.
Ao estudar a disciplina de Direito Constitucional, no meu curso de Direito, deparei com o Art. 6º da Constituição de 88. “ São Direitos Sociais: A educação, a Saúde, O Trabalho, O lazer, A Segurança, A Previdência Social, A Proteção à maternidade e à infância, A Assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”. Aqui, está a raiz, deste mal, que nos preocupa e consome preciosos estudos de centenas de cientistas de todas as áreas. Desde 1919, já haviam previsto que esta seria a única forma de evitar o avanço da criminalidade . Porém, não foi o bastante, somente a inserção na Carta Magna, desses dispositivos legais, no referido artigo 6º, seria necessário colocar em prática tudo aquilo.
O aumento da criminalidade vem fazendo com que o ser humano se distancie de seu semelhante, isolando-se em condomínios fechados, buscando a segurança pessoal, através de guarda-costas, investe-se em carros blindados, como se isso fosse, o pior dos males e a mais temível das feras da terra. Ninguém confia em ninguém. Chegaremos a um ponto de não trocarmos uma só palavra com quem não conhecemos. O futuro dos homens, se não houver uma mudança radical na perniciosa evolução, é de se voltar a conviver somente com os seus familiares, como fora o costume pré-histórico. Viveremos em amontoados humanos, sem nos conhecermos mutuamente. Comunicaremo-nos pela Internet, e não mais haverá aquelas tardes de bate-papo com os amigos em bares ou similares. Estamos perdendo a capacidade de viver em grupo, a nossa solidariedade tão necessária, à convivência, está se esvaindo. O lazer seria um campo do direito social, pelo qual, propiciaria uma oportunidade a nós mesmos, de convivência uns com os outros, mas, a falta de segurança, nos faz ter medo, de nos proporcionarmos tudo aquilo de que tanto precisamos.
Teremos que ir a luta. Brigar pelos nossos direitos sociais constitucionais. Somente eles poderão a longo prazo, dar um retrocesso na galopante fúria humana rumo à criminalidade, que cada vez mais, contamina a juventude, formando assim, um plantel de seres violentos, que atuarão em um futuro negro, muito breve.
Não poderemos nos curvar diante destas barreiras. Temos a obrigação de lutar, para mudar esta cultura nefasta, que cresce dia a dia em todos os cantos do mundo. Teremos que buscar os responsáveis, pressionar o Governo, os parlamentares, bem como os Membros do Ministério Público, para que juntos cumpram e façam cumprir a Constituição . A segurança não deve ser um projeto de resultado imediato, mas a longo prazo, com certeza colheremos frutos, se hoje semearmos. Se não começarmos agora, nunca a concluiremos e continuaremos a mercê das organizações criminosas, que recrutam “mão de obra barata” nas periferias das cidades, onde estão presentes “os órfãos, do Artigo 6º”.
O homem é um ser gregário. Desde os primórdios da humanidade, ele vem se adaptando e se aperfeiçoando, na busca de uma sociedade perfeita.
A facilidade, das comunicações e a tecnologia implementada no decorrer do Século XX, desestabilizaram a forma de segurança que sempre havia sido administrada na sociedade de forma geral, gerando um aumento brusco da criminalidade em todos os níveis no mundo. Muito tem se discutido a esse respeito em seminários, congressos etc., porém, não se tem chegado a um consenso.
Ao estudar a disciplina de Direito Constitucional, no meu curso de Direito, deparei com o Art. 6º da Constituição de 88. “ São Direitos Sociais: A educação, a Saúde, O Trabalho, O lazer, A Segurança, A Previdência Social, A Proteção à maternidade e à infância, A Assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”. Aqui, está a raiz, deste mal, que nos preocupa e consome preciosos estudos de centenas de cientistas de todas as áreas. Desde 1919, já haviam previsto que esta seria a única forma de evitar o avanço da criminalidade . Porém, não foi o bastante, somente a inserção na Carta Magna, desses dispositivos legais, no referido artigo 6º, seria necessário colocar em prática tudo aquilo.
O aumento da criminalidade vem fazendo com que o ser humano se distancie de seu semelhante, isolando-se em condomínios fechados, buscando a segurança pessoal, através de guarda-costas, investe-se em carros blindados, como se isso fosse, o pior dos males e a mais temível das feras da terra. Ninguém confia em ninguém. Chegaremos a um ponto de não trocarmos uma só palavra com quem não conhecemos. O futuro dos homens, se não houver uma mudança radical na perniciosa evolução, é de se voltar a conviver somente com os seus familiares, como fora o costume pré-histórico. Viveremos em amontoados humanos, sem nos conhecermos mutuamente. Comunicaremo-nos pela Internet, e não mais haverá aquelas tardes de bate-papo com os amigos em bares ou similares. Estamos perdendo a capacidade de viver em grupo, a nossa solidariedade tão necessária, à convivência, está se esvaindo. O lazer seria um campo do direito social, pelo qual, propiciaria uma oportunidade a nós mesmos, de convivência uns com os outros, mas, a falta de segurança, nos faz ter medo, de nos proporcionarmos tudo aquilo de que tanto precisamos.
Teremos que ir a luta. Brigar pelos nossos direitos sociais constitucionais. Somente eles poderão a longo prazo, dar um retrocesso na galopante fúria humana rumo à criminalidade, que cada vez mais, contamina a juventude, formando assim, um plantel de seres violentos, que atuarão em um futuro negro, muito breve.
Não poderemos nos curvar diante destas barreiras. Temos a obrigação de lutar, para mudar esta cultura nefasta, que cresce dia a dia em todos os cantos do mundo. Teremos que buscar os responsáveis, pressionar o Governo, os parlamentares, bem como os Membros do Ministério Público, para que juntos cumpram e façam cumprir a Constituição . A segurança não deve ser um projeto de resultado imediato, mas a longo prazo, com certeza colheremos frutos, se hoje semearmos. Se não começarmos agora, nunca a concluiremos e continuaremos a mercê das organizações criminosas, que recrutam “mão de obra barata” nas periferias das cidades, onde estão presentes “os órfãos, do Artigo 6º”.
UMA CRIANÇA.
UMA CRIANÇA.
A criança sorria
A criança corria
Chorava,
mas, crescia.
A criança esperava
A criança aprendia
Ela se amava.
Os traços a marcaram
Poliram sua imagem
O que outrora era riso
Não passava de bobagem.
Não se viu mais a criança
Que no tempo se perdeu
Esculpiu-se num adulto
Esta criança, sou eu.
A criança sorria
A criança corria
Chorava,
mas, crescia.
A criança esperava
A criança aprendia
Ela se amava.
Os traços a marcaram
Poliram sua imagem
O que outrora era riso
Não passava de bobagem.
Não se viu mais a criança
Que no tempo se perdeu
Esculpiu-se num adulto
Esta criança, sou eu.
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