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sábado, 8 de dezembro de 2012

A COVA.


A COVA. (24/03/81)

 Imóvel curvo numa bolha d’água
Germina o fruto original
De uma cova fértil e amadurecida
Símbolo vivo e universal.

Desenvolvendo rasga-lhe as entranhas,
E seu conforto procura ter,
A Cova sente dores profundas,
Mas, aquenta viva, para fazê-lo viver.

Cresce ainda, e já se meche,
Empurra os pés tentando estourar,
A bolha d’água que é seu leito,
E a razão do seu germinar,

O tempo passa e lá está ele,
Na escura bolha a se recompor,
A Cova quer decididamente,
Que ele nasça para dar-lhe amor.

A Cova sente fortes contrações.
Rompe-se a bolha eis o despontar,
Abrem-se as portas de uma nova vida
Apontam as mãozinhas querendo apalpar.

No entanto, estranha o pequeno ser,
O lugar seco onde foi cair,
Esperando afeto, recebe palmada,
Começa a chorar ao invés de rir.

Sua Cova o quer no colo
Para com carícias dar-lhe amor
Já se esquecendo de que em minutos antes,
Ao dar-lhe a vida  quase morreu de dor.

A Cova segue então a vida,
Para dar mais vida, a quem fez gerar,
Vendo crescer o imóvel curvo,
Dando-lhe seu sangue para alimentar.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012


PARANÃ

Mirim novarroma e Zé Negão.

 
Vem ver estas águas belas
Que nascem na serra e cortam o sertão
Ouvir esta grande serpente
Riscando as matas em suave canção.

 Sentir como cantam as lendas
Que brotam do reino de Aruanã
Viver as belezas em festa
Quando o dia desperta, no meu Paranã.

Sorri o caboclo cansado
Quando vê o roçado sorrindo também,
Mostrando a riqueza da terra,
A quem luta e espera o fruto que vem.

 À noite, vem o Negro d’água
Cantando pra Iara, fechando o dia
Ao longe se ouve repique de viola
Levando distante, doces melodias

 Paraná, meu Rio preferido
Terra, mãe bondosa, não te esqueço jamais
Circunda e banha, solo nova romano,
Quem vê te adora, Rio do meu Goiás.


 
 

 

RAZÃO

                        Um dia eu acordei. Tudo era calmo e claro. Tão claro, que eu, não conseguia abrir os olhos. A claridade era tão acentuada, coisa que eu não estava habituado. Em minha volta, as pessoas falavam e gesticulavam, mas, por mais que eu me esforçasse não as entendia, para mim, eram apenas,  ruídos estranhos. A meu lado, na cama, também deitada, havia outra pessoa. Com o tempo reconheci e aprendi que aquela pessoa me amava, pois permanecia sempre a meu lado a acariciar-me. Meus olhos buscavam aqui e ali os desenhos e cores que brilhavam e cintilavam, com uma beleza nunca notada e que jamais voltei a sentir.

Senti necessidade de alimentar-me, mas, não consegui demonstrar. Nem mesmo gestos eu conseguia fazer. Então como não vi outra saída, chorei... Descobri ai, que isto eu fazia muito bem. As vozes aumentaram e o movimento também. Logo aquela pessoa que me amava, colocou em minha boca, parte de seu corpo, onde escorria um líquido quentinho e saboroso, suguei-o e o líquido saiu com abundância. Experimentei e gostei. Este foi o meu alimento, por várias e várias claridades.

E lá estava eu, quieto, submisso, e, chorão.Com o decorrer das claridades, fui acostumando-me com tudo a minha volta: as pessoas, objetos, vozes, carinhos etc...

Tentando movimentar-me em exercícios constantes, uma bela manhã, eu senti que se tentasse, conseguiria sentar-me. Tentei e deu certo, no entanto, a voz não fluía ainda de meus lábios, senão, grunhidos, que aquela pessoa tão carinhosa, já havia aprendido a decifrar. Pois até aquela claridade, desde que acordei e tudo era diferente, nunca escureceu e clareou sem que esta pessoa não estivesse ali do meu lado.

O tempo passou... Um dia, eu consegui pronunciar um nome. Um nome que em todas as claridades de minha existência, aquela pessoa, docemente, ao acariciar-me, sussurrava aos meus ouvidos:MAMÃE...

Obrigado MAMÃE por me fazer RAZÃO.

Ida

Vou deixar a saudade

Vou deixar meu amor
Vou plantar a semente
Vou colher minha flor
Quero ver a maldade
Bem distante de mim
Vou viver liberdade
Em caminhos sem fim.
Na verdade da vida
Vou viver mutações
Pelos campos guarida
Pelos montes, canções
Quero ser mensageiro
Desta paz que se aflora
Serei eu caminheiro
Por este mundo afora.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Mudar o ECA urgente.

Precisamos repensar a questão do Estatuto da Criança e do Adolescente.(ECA). Não é possível mais aguentarmos a bandidagem que se alastra em todo o Brasil. Existe malandro demais usando as criañças para praticarem delitos, por serem inimputáveis. Na minha opinião, um jovem com 15 anos hoje, já tem consciência do que é certo e o que é errado. Com as novas tecnologias, as crianças, estão tomando conhecimento de tudo muito mais cedo.

A ÁGUA E O VENTO

A água e o vento.


O VENTO VELHO QUE SOPRA O VALE
SEMPRE PERMANECEU ALI
ENQUANTO ÀS ÁGUAS DO RIO QUE CORRE
DESLIZAM MANSAS COMO SE SORRIR

UM VINDO A OUTRA INDO
COMO SE BRINCASSEM DE “ESCONDE-ESCONDE”
O VENTO VELHO SOPRA A CORDILHEIRA
A ÁGUA DO RIO CORRE NÃO SEI PRA ONDE.

O VENTO VELHO SEGUE SEU CAMINHO
SEMPRE VOLTANDO AO MESMO LUGAR
A ÁGUA EVAPORA-SE E SE TRANSFORMA EM CHUVA
CAI NOVA EM TERRA, PRA OUTRO DESLIZAR.

O VENTO VELHO SEGUE, A ÁGUA SEGUE
A VIDA SEGUE E O MUNDO SE TRANSFORMA
O VENTO VELHO SOPRA E A ÁGUA DESLIZA
A CHUVA CAI E A TERRA SE RENOVA

terça-feira, 5 de junho de 2012

Desbravador novarromano do século XX

Desbravador novarromano do século XX


Não sei por onde ele andou até chegar aqui. Porém, sua vinda para cá, foi de grande valia para o município recém criado e com todas as sortes de dificuldades.

Humilde, jovem, determinado e muito caridoso o Padre Humberto Maria Antonio Luyter tem uma vida de trabalho e dedicação para com a Nova Roma que nascia nos idos de 1960.

Seus rastros marcaram os caminhos do desenvolvimento e desbravamento deste município. Não há quem não conheça o trabalho incessante daquele destemido sacerdote, que sempre pautou sua vida em prol dos mais humildes e desfavorecidos.

O Padre Humberto, matou a fome de muita gente, no período de estiagem nos anos de 1964. Importando alimentos do convênio União para o Progresso dos USA, distribuía-os aos necessitados, que eram quase na totalidade do povo do município. Subindo serras e andando grandes distancias a pé, com enormes pacotes de roupas, alimentos em geral, ele não media sacrifício para levar um mínimo de conforto, principalmente para crianças e parturientes.

Nas festividades religiosas, criou várias modalidades de gincanas, para o entretenimento do povo, coisa até então desconhecidas por nossa gente.

Incrementou a religiosidade do povo que já era muito católico, com várias congregações: Sagrado Coração de Maria; Apostolado da Oração; Filhas de Maria; e outros. A catequese era obrigatória e valia como nota no currículo escolar, com catequistas preparadas, as crianças se reuniam nas manhas de domingos onde aprendiam os ensinamentos religiosos.

No esporte, foi um grande incentivador, principalmente no futebol, onde sempre comprava bolas de capotão (como eram chamadas), para as crianças brincarem após a catequese, aos domingos. Foi daí que surgiram os primeiros times de futebol de Nova Roma. O campo também foi construído com o trator de esteiras que ele comprara com sua herança, em local adquiridos da prelazia pelos jovens da época, em troca de trabalho, na construção da Igreja Matriz da cidade.

A história haverá de lembrar as grandes obras por ele edificadas nos rincões novarromanos, onde empregou toda a herança recebida pela morte de seus pais holandeses, como bem, a estrada que liga Nova Roma onde hoje se encontra a ponte do Rio Paranã.

Mas, sem dúvida sua obra maior, foram os ensinamentos no exercício do civismo e da cidadania ao nosso povo. O povo de Nova Roma se desenvolveu graças, em grande parte, ao trabalho do Padre Humberto. Hoje, cidadão Novarromano, por titulo oferecido pelo Legislativo, cumprindo uma obrigação de valorizar aqueles que mais contribuíram para a grandeza de nossa terra.

Parabéns Padre Humberto. Deus compensará o seu trabalho e sacrifício em prol desta causa. Dedico esta simples homenagem, ao senhor por dois motivos: primeiro, por entender que não poderia calar-me, sendo eu conhecedor de sua história; segundo, porque alguém haveria de deixar escrito alguma coisa de sua passagem em Nova Roma, registrando assim para posteridade, aquilo que a meu ver, seria uma obrigação das autoridades divulgar.