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terça-feira, 24 de novembro de 2009

O QUE É A LIBERDADE?

O QUE É A LIBERDADE?


Krishnamurti

Muitos filósofos têm escrito sobre a liberdade. Falamos sobre liberdade — liberdade para fazer o que quisermos, para ter o emprego de que gostamos, liberdade para escolher uma mulher ou um homem, liberdade para ler qualquer livro, ou liberdade para não ler absolutamente nada. Somos livres, e o que fazemos com essa liberdade? Usamos essa liberdade para nos expressarmos, para fazer aquilo de que gostamos. A vida está se tornando cada vez mais permissiva — você pode fazer amor no parque ou no jardim.


Temos toda espécie de liberdade, e o que temos feito com ela? Pensamos que onde há escolha há liberdade. Eu posso ir à Itália ou à França: é uma escolha. Mas a escolha dá liberdade? Por que temos que escolher? Se você é realmente lúcido, tem uma compreensão exata das coisas, não há escolha. Disso resulta uma ação correta. Apenas quando há dúvida e incerteza é que começamos a escolher. A escolha, então, se vocês me permitem dizê-lo, constitui um empecilho para a liberdade.

Nos estados totalitários não há liberdade alguma, pois eles têm a idéia de que a liberdade produz a degeneração do homem. Portanto, eles controlam, reprimem — vocês sabem o que está acontecendo.

Então, o que é liberdade? É algo que se baseia na escolha? É fazer exatamente o que queremos? Alguns psicólogos dizem que, se você sente alguma coisa, não deve reprimi-la ou controlá-la, mas deve expressá-la imediatamente. Jogar bombas é liberdade? — veja apenas a que reduzimos a nossa liberdade!

A liberdade está lá fora, ou aqui dentro? Onde você começa a procurar pela liberdade? No mundo exterior — onde você expressa o que quer que você queira, a tal liberdade individual — ou a liberdade começa dentro de você, para então se expressar inteligentemente fora de você? Compreendeu a minha pergunta? A liberdade só existe quando não há confusão dentro de mim, quando, psicologicamente, religiosamente, não há o perigo de eu cair em nenhuma armadilha — você entende? As armadilhas são inúmeras: gurus, sábios, pregadores, livros excelentes, psicólogos e psiquiatras — tudo armadilhas. E se estou confuso e há desordem, não preciso, primeiro, me livrar dessa desordem antes de falar em liberdade? Se não tenho nenhum relacionamento com minha mulher, com meu marido, ou com outra pessoa — porque nossos relacionamentos são baseados em imagens — surge o conflito, que é inevitável onde há divisão. Então, não deveria eu começar por aqui, dentro de mim, na minha mente, no meu coração, a ser totalmente livre de todos os medos, ansiedades, desesperos, e das mágoas e feridas de que sofremos por causa de alguma desordem psíquica? Observe tudo por si mesmo e livre-se disso!

Mas, aparentemente, nós não temos energia. Nós nos dirigimos aos outros para que nos dêem energia. Falando com o psiquiatra nós nos sentimos aliviados — a confissão e tudo o mais. Sempre dependendo de alguma outra pessoa. E essa dependência, inevitavelmente, causa conflito e desordem. Então, temos de começar a compreender a profundeza da liberdade; precisamos começar com aquilo que está mais perto: nós mesmos. A grandeza da liberdade, a verdadeira liberdade, a dignidade, a sua beleza, está em nós mesmos quando a ordem é completa. E essa ordem só vem quando somos uma luz para nós mesmos.

Krishnamurti – Perguntas e Respostas – Ed. Cultrix

Vejamos o pensamento de outros filósofos:

SPINOZA


Para Spinoza, ser livre é fazer o que segue necessariamente da natureza do agente.
A liberdade suscita ao homem o poder de se exprimir como tal, e obviamente na sua totalidade. Esta é também, a meta dos seus esforços, a sua própria realização.

KANT
A liberdade que o homem deve aproveitar, em Kant, diz respeito à vontade. Essa vontade não deve ser bloqueada por nenhum tipo de heteronomia. O livre arbítrio deve ser utilizado de forma pura para que não dependa de nada com relação à lei. Portanto a pessoa dotada de liberdade, ou seja, sem intervenções de outrem, pode fazer uso desta, porém o fará com maior clareza se seu conhecimento e consciência de sua liberdade existir.

LEIBNIZ


Para Leibniz, o agir humano é livre a despeito do princípio de causalidade que rege os objetos do mundo material.
A ação humana é contingente, espontânea e refletida. Ou seja, ela é tal que poderia ser de outra forma (nunca é necessária) e por isso, contingente. É espontânea porque sempre parte do sujeito agente que, mesmo determinado, é responsável por causar ou não uma nova série de eventos dentro da teia causal. É refletida porque o homem pode conhecer os motivos pelos quais age no mundo e, uma vez conhecendo-os, lidar com eles de maneira livre.

SCHOPENHAUER


Para Schopenhauer, a ação humana não é, absolutamente, livre. Todo o agir humano, bem como todos os fenômenos da natureza, até mesmo suas leis, são níveis de objetivação da coisa-em-si kantiana que o filósofo identifica como sendo puramente Vontade.

SARTRE


Para Jean-Paul Sartre, a liberdade é a condição ontológica do ser humano. O homem é, antes de tudo, livre. O homem é livre mesmo de uma essência particular, como não o são os objetos do mundo, as coisas. Livre a um ponto tal que pode ser considerado a brecha por onde o Nada encontra seu espaço na ontologia. O homem é nada antes de definir-se como algo, e é absolutamente livre para definir-se, engajar-se, encerrar-se, esgotar a si mesmo.

PECOTCHE


Para Carlos Bernardo González Pecotche, a liberdade é prerrogativa natural do ser humano, já que nasce livre, embora não se dê conta até o momento em que sua consciência o faz experimentar a necessidade de exercê-la como único meio de realizar suas funções primordiais da vida e o objetivo que cada um deve atingir como ser racional e espiritual. Como princípio, assinala ao homem e lhe substancia sua posição dentro do mundo.

Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda.
— Cecília Meireles, em Romanceira da Inconfidência

LAVAGEM CEREBRAL

LAVAGEM CEREBRAL.



Eu, que era tão eu...
Perdi minha identidade,
Nem sei mais quem sou...
Serei um fantoche?
Monumento etiquetado
Espectro de propaganda
Que paga para propagar?
Ser humano?
Nem sei se sou mais...
Serei um cartaz?
Que perambula pela vida
Procurando guarida
Nesta carcaça que fui eu.
Eu, que era tão eu...

domingo, 22 de novembro de 2009

OPRESSÃO


OPRESSÃO

Mau que machuca,
Que rasga,
que dilacera a alma.
Ferramenta dos carrascos.
Diminui o semelhante,
fingindo não perceber.
Muda o desejo humano,
Trava o  intelecto e
paraliza o saber.
Amordaça a vóz, e
Cala a consciência
Com a extrema obediência.
Opressão.
Choro do coração.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

CONSCIÊNCIA NEGRA.


CONSCIÊNCIA NEGRA.

Pesquisas geográficas dão conta, que, a Africa foi ligada continentalmente à Amaérica do Sul, em tempos remotos. O Brasil é portanto, irmão gêmeo da África.
Em tempos mais recentes, nós, os brasileiros, voltamos a missigenar a raça, com a mistura de: brancos, índios e negros, surgindo dai esta misselânea de raças que é nosso povo. O negro no entanto, por sua formação genetica, conservou os seus traços, com maior intensidade. Somos hoje mais de 40% de toda população brasileira.
Nossa mãe Africa tem uma influência acentuada em tudo o que se faz, o que se come, o que se veste no país. Nossas mulatas e seus balangandãs, são famosas no mundo inteiro, por sua beleza e elegância . Os rítimos africanos influenciaram sistematicamente em nossa cultura, deixando como legado: o nosso samba, a capoeira, ocandomblé etc.. O Brasil é afro.

Neste dia em que se comemora a CONSCIÊNCIA NEGRA, no ano de 2009, deixo nestas palavras, o meu orgulho e prazer de ser um mestiço de cor e negro de coração.

A PROCURA DE MIM.

A PROCURA DE MIM.


Sonhei que flutuava pelo espaço sem fim
Eu estava perambulando a procura de mim.
De longe via os planetas e todas as constelações
E tudo, era como se fossem filmes, minhas imaginações.
A terra coberta de branco, nada mais se via
O verde e o azul do mar se descoloriam.
O resto, turvo como noite, na imensidão do além
E eu, a procura de mim, não encontrei mais ninguém.

QUEM NOS RESPONDERÁ?

QUEM NOS RESPONDERÁ?


É preciso ver o que anda acontecendo com a engenharia no Brasil. Já estão ficando comuns as notícias de prédios que desabaram; pontes que ruíram; casas que afundaram. O que é isto meus senhores? Onde está a fiscalização do CREA sobre estas obras? Ou será que não podemos mais confiar neste conselho que sempre foi tão respeitado?

O que me deixa indignado é que se um pobre vai fazer um barraco em qualquer cidade do interior, principalmente de Goiás, ele é obrigado a ter o acompanhamento de um engenheiro. Agora me convençam que isto resolve alguma coisa!?

Dê uma olhada na espessura da ferragem daquelas imensas vigas do viaduto do acidente. Será que aquela malhazinha de ferro, agüentará o grande fluxo de veículos pesados que vá passar por aquela via? As vigas, que pesam 85 toneladas e têm 40 metros de comprimento. Elas não se agüentaram sozinhas!

Não se pode entregar para o uso público uma porcaria destas. O Ministério Público tem a obrigação de investigar e dar uma resposta a população. Aí serão consumidos milhares de milhões de reais do nosso dinheiro. Onde está o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo? Será que não viram a porcaria que está sendo construída para o uso da comuna? Aquelas porcarias despencaram de uma altura de aproximada de 20 metros e atingiram um caminhão e dois carros. Um deles ficou totalmente destruído. Três pessoas ficaram feridas. Ainda bem que não morreu ninguém. Já pensaram se estivesse passando por ali, um ônibus carregado de pessoas? São perguntas que merecem respostas. Quem nos responderá?....